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País perdeu 24 árvores por segundo em 2020

Relatório inédito do MapBiomas Alerta para todo o país mostra que desmatamento subiu 14% no ano passado; 99,8% dos desmates têm indício de ilegalidade e só 2% tiveram alguma providência do Ibama

O desmatamento nos seis biomas brasileiros cresceu 13,6% em 2020, atingindo 13.853 km2 (1.385.300 hectares), uma área nove vezes maior que a cidade de São Paulo. Desse total, 61% estão na Amazônia. É o que mostra uma análise inédita de 74.218 alertas de desmatamento no país inteiro, publicada nesta sexta-feira pelo Projeto MapBiomas.

O desmatamento cresceu 9% na Amazônia, 6% no Cerrado, 43% no Pantanal e 99% no Pampa. Na Mata Atlântica ele explodiu, subindo 125%. Na Caatinga o crescimento foi de 405%, mas se deveu ao fato de que o bioma agora conta com um novo sistema de detecção de desmate por satélite só para ele.

Os dados, do sistema MapBiomas Alerta, cruzam informações de cinco sistemas de detecção do desmatamento em tempo real por satélite e validam-nos com imagens de alta resolução com o auxílio de inteligência artificial. O cruzamento mostra que a quase totalidade dos alertas de desmate emitidos no ano passado têm um ou mais indícios de ilegalidade: 99,8% deles, equivalendo a 95% da área desmatada, não têm autorização ou se sobrepõem a áreas protegidas ou desrespeitam o Código Florestal.

O índice de provável ilegalidade é maior do que 95% em todos os biomas. Ele é mais baixo no Cerrado, onde 97,78% da área de alertas de desmatamento possui pelo menos um indício de irregularidade – seja ele falta de autorização no Sinaflor, o sistema do Ibama onde em tese todos os pedidos de desmatamento precisam ser registrados e liberados, seja sobreposição com áreas protegidas, planos de manejo florestal sustentável ou desconformidade com o Código Florestal. Na Amazônia, ele é de 99,4%. A conclusão é semelhante à do primeiro relatório de desmatamento do MapBiomas, que no ano passado mostrou que 99% dos desmatamentos de 2019 tinham sinais de irregularidade.

No entanto, o número de avisos de desmatamento que tiveram uma resposta do governo federal é muito baixo: apenas 2% dos alertas e 5% da área desmatada entre 2019 e 2020 sofreram multas ou embargos pelo Ibama. No caso da Amazônia, nos 52 municípios considerados críticos pelas políticas do Ministério do Meio Ambiente, 2% dos alertas e 9,3% da área desmatada tiveram ações de punição. Nos 11 municípios definidos pelo Conselho da Amazônia como mais prioritários, 3% dos alertas e 12% da área desmatada tiveram ações desse tipo.

Apenas 50 municípios concentram 37,2% dos alertas e 49,2% da área desmatada no país. Eles são liderados por Altamira (PA, com 60.608 hectares, aumento de 12% em relação a 2019), São Félix do Xingu (PA, 45.587 hectares) e Porto Velho (RO, 44.076 hectares). Dos 20 municípios mais desmatados, apenas três ficam fora da Amazônia: Formosa do Rio Preto e São Desidério, no Cerrado baiano, e Corumbá, no Pantanal sul-mato-grossense.

O Estado do Pará lidera o ranking do desmatamento no país, com 33% dos alertas e 26% da área desmatada total (366 mil hectares), seguido de Mato Grosso, com 13%, e do Maranhão, com 12%.

Os dados do MapBiomas Alerta mostram que em pelo menos dois terços dos alertas é possível identificar os responsáveis pelo desmatamento: 68,3% das detecções validadas têm sobreposição total ou parcial com áreas inscritas no CAR, o Cadastro Ambiental Rural. No Pantanal e na Amazônia, esse número é ainda mais alto: 84,8% e 69,2%, respectivamente. Ou seja, em tese, esses proprietários poderiam ser multados até mesmo pelo correio, já que para ter registro no CAR é preciso fornecer os dados do requerente.

O relatório também apresenta um inédito cálculo da velocidade do desmatamento: pela primeira vez foi possível estimar quanto o Brasil perdeu de cobertura vegetal nativa a cada dia de 2020: foram 3.795 hectares desmatados em média, o que dá uma perda de 24 árvores a cada segundo durante todo o ano. No dia mais crítico de desmatamento, 31 de julho, foram desmatados 4.968 hectares, quase 575 m2 por segundo..

"Infelizmente o desmatamento cresceu em todos os biomas e o grau de ilegalidade continua muito alto. Para enfrentar o desmatamento é necessário que a sensação de impunidade seja desfeita. Para isso, é preciso garantir que o desmatamento seja detectado e reportado e que os responsáveis sejam devidamente penalizados e não consigam aferir benefícios das áreas desmatadas", afirma Tasso Azevedo, coordenador-geral do MapBiomas. "Em mais de dois terços dos casos, também é possível saber quem é o responsável. É preciso que os órgãos de controle autuem e embarguem as áreas desmatadas ilegalmente e as empresas eliminem essas áreas de suas cadeias de produção."

SOBRE O MAPBIOMAS ALERTA

O MapBiomas Alerta é uma iniciativa do consórcio MapBiomas, formado por mais de 20 organizações incluindo ONGs, universidades e empresas de tecnologia. Ele processa alertas de desmatamento emitidos por cinco sistemas: o Deter (do Inpe, para a Amazônia e o Cerrado), o SAD (do Imazon, para a Amazônia), o Glad (da Universidade de Maryland, para Mata Atlântica, Pantanal e Pampa), o Sirad-X (do Instituto Socioambiental, para a bacia do Xingu), e o novo SAD Caatinga (da Universidade Estadual de Feira de Santana e da Geodatin).

Os alertas passam por processo de validação, refinamento e definição da janela temporal de ocorrência do desmatamento a partir de imagens de satélite diárias de alta resolução espacial. Em seguida, é realizado o cruzamento do dado de desmatamento com recortes territoriais (como biomas, Estados e municípios), recortes fundiários (Cadastro Ambiental Rural, Unidades de Conservação e Terras Indígenas, por exemplo) e situação administrativa (como existência de autorização, autuação ou embargo) e elaborados laudos completos para cada alerta de desmatamento.

Todos os dados e laudos são disponibilizados de forma pública e gratuita- em plataforma web. O relatório completo com todos os dados está disponível no site do MapBiomas Alerta


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Relatório Anual de Desmatamento do Brasil 2019

Relatório inédito do MapBiomas consolida dados de desmatamento em todos os biomas brasileiros e aponta perda de ao menos 1,2 milhão de hectares de vegetação nativa

O primeiro Relatório Anual do Desmatamento no Brasil, lançado nesta terça-feira (26/05), mostra, de forma inédita, a perda de vegetação nativa detectada em todos os biomas do país em 2019. Pela primeira vez, alertas de desmatamento do território nacional foram analisados e consolidados em um único levantamento, apontando que o Brasil perdeu, ao menos, 1.218.708 hectares (12.187 km²) de vegetação nativa, área equivalente a oito vezes o município de São Paulo.

Mais de 60% da área desmatada está na Amazônia, com 770 mil hectares devastados. O segundo bioma em que mais houve perda foi o Cerrado, 408,6 mil hectares. Bem atrás estão: Pantanal (16,5 mil ha), Caatinga (12,1 mil ha), Mata Atlântica (10,6 mil ha) e Pampa (642 ha).

Amazônia e Cerrado são os biomas mais bem monitorados, contando com sistemas de acompanhamento contínuos, adaptados para as respectivas regiões. Como os demais biomas utilizam dados de um sistema global, sem adaptações para condições específicas (tipos de vegetação, sazonalidades do clima e da paisagem, por exemplo), os valores apurados são considerados conservadores, ou seja, podem estar subdimensionados.

O MapBiomas Alerta é um sistema de validação e refinamento de alertas de desmatamento, degradação e regeneração de vegetação nativa, com imagens de alta resolução, lançado em junho de 2019. A análise começa a partir dos alertas gerados pelos sistemas Deter (Inpe), SAD (Imazon) e Glad (Universidade de Maryland). Os dados são validados e refinados com o suporte de imagens de satélite de alta resolução (três metros), os quais permitem identificar com grande precisão as áreas desmatadas.

“A partir dessa metodologia, foi desenvolvido o primeiro Relatório Anual do Desmatamento no Brasil, que detalha no tempo e no espaço onde está se desmatando no país. A análise de cada alerta gera um laudo, que pode ser utilizado por todos os órgãos — públicos e privados”, afirma o coordenador do MapBiomas, Tasso Azevedo. Os laudos dos alertas estão disponíveis na internet em: alerta.mapbiomas.org.

A metodologia desenvolvida pelo MapBiomas Alerta permite mensurar a velocidade do desmatamento em uma dimensão inédita. Assim, foi possível apontar que a área desmatada mais rapidamente em 2019 fica no município de Jaborandi (BA), com 1.148 hectares, entre 8 e 27 de maio, alcançando uma média de 60 hectares por dia. Em termos de tamanho do desmatamento, a maior área detectada fica em Altamira (PA): em um único evento, foram derrubados 4.551 hectares de floresta amazônica.

Os estados com mais eventos foram: Pará (18,5 mil), Acre (9,3 mil), Amazonas (7 mil), Rondônia (5,3 mil) e Mato Grosso (4,7 mil). Em área desmatada, o topo da lista é ocupado por: Pará (299 mil ha), Mato Grosso (202 mil ha) e Amazonas (126 mil ha).

Quando se organiza o ranking por municípios, metade de toda a área desmatada está em 50. Dentre os dez que mais desmataram em 2019, quatro são do Pará, três do Amazonas, um da Bahia, um de Mato Grosso e um de Rondônia. No total, 1.734 municípios tiveram áreas de desmatamento detectadas em 2019.

Outro aspecto fundamental: os cruzamentos com camadas territoriais, como Unidades de Conservação, Terras Indígenas e imóveis rurais, realizado a partir do Cadastro Ambiental Rural (CAR), dados de autorizações de supressão da vegetação e plano de manejo florestal.

Mais de três quartos dos alertas têm sobreposição com pelo menos um imóvel cadastrado no CAR. Foram 42,6 mil imóveis rurais com alertas registrados, o que representa 0,7% dos mais de 5,6 milhões de imóveis cadastrados no CAR. Pouco mais de um terço dos alertas (38%) sobrepõe total ou parcialmente áreas de reserva legal, áreas de preservação permanente ou nascente e menos de 1% tem registrada a autorização de supressão da vegetação. "O relatório indica que o índice de ilegalidade no desmatamento é extremamente alto, a ponto de os desmatamentos legais representarem mais exceção do que regra", finaliza Azevedo.

Sobre o MapBiomas: iniciativa multi-institucional, que envolve universidades, ONGs e empresas de tecnologia, focada em monitorar as transformações na cobertura e uso da terra no Brasil.

Site: mapbiomas.org

Acesse o Relatório Anual do Desmatamento no Brasil

Informações para imprensa:

Solange A. Barreira 

solange@pbcomunica.com.br

+ 55 11 9 8108-7272

Claudio Angelo – Observatório do Clima

claudioangelo@observatoriodoclima.eco.br

+55 61 9 9825-4783

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MapBiomas Alerta aponta que 95% dos desmatamentos detectados no País em 2019 não foram autorizados

Sistema lançado na manhã desta sexta-feira permite rapidez e eficácia no monitoramento e responsabilização do desmatamento dos biomas brasileiros

Brasília (DF), 7 de junho de 2019 – Em pouco mais de três meses, foram detectados no Brasil uma área de desmatamento equivalente a duas vezes e meia o tamanho da cidade de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, um total de 89.741 hectares. Desse total, 95% do território desmatado não tem autorização registrada nos sistemas federal e estaduais de licenciamento, de acordo com o projeto MapBiomas Alerta. “Essa vasta extensão de vegetação nativa não foi autorizada e tem grande chance de ter ocorrido de forma ilegal”, observa Tasso Azevedo, coordenador do MapBiomas Alerta, sistema de validação e refinamento de alertas de desmatamento que abrange todos os biomas brasileiros, e que em apenas seis meses registrou 4.577 alertas.

A ferramenta foi lançada oficialmente nesta sexta-feira (07 de junho), em Brasília, e está disponível na internet, de forma pública e gratuita, para subsidiar o monitoramento ambiental e as ações de prevenção e combate ao desmatamento ilegal. Com informações detalhadas e validadas, os alertas gerados pelo sistema podem ser usados pelos órgãos responsáveis pela fiscalização e proteção de áreas ambientais com mais eficácia e rapidez para coibir o desmatamento ilegal e diminuir a impunidade por crimes ao meio ambiente.

Por meio da ferramenta, é possível detectar que 40% dos alertas validados no primeiro trimestre de 2019 ocorreram em áreas que não poderiam ser desmatadas, caso de unidades de conservação, terras indígenas, áreas de preservação permanente, e de nascentes.

A maioria dos alertas ocorreu no Cerrado, com 53% do total, e na Amazônia, com 30%, que juntos representaram 2.989 alertas. Os números para Amazônia devem ainda crescer uma vez que a maior parte dos alertas ainda pendentes de completar o processo de validação e refinamento se encontram na região. Já os estados que mais desmataram foram o Mato Grosso, com 10,3% da área total, e o Pará, com 5,8%. “O que chama a atenção é que todos os estados tiveram registros de desmatamento durante o período analisado pelo MapBiomas Alerta”, observa Marcos Rosa coordenador da Equipe da Mata Atlântica e Pantanal no projeto.

Como funciona a ferramenta

Para cada Alerta validado, a MapBiomas Alerta fornece imagens de alta resolução de antes e depois do desmatamento. O Alerta é delimitado de forma precisa, incluindo as datas das imagens e, para cada um, é possível gerar on-line em poucos segundos um laudo completo com as imagens e os cruzamentos com áreas do Cadastro Ambiental Rural (CAR), Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC), territórios indígenas e outros limites geográficos (biomas, estados, bacias hidrográficas), além de fornecer os dados de autorizações de manejo e supressão de vegetação do Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (SINAFLOR/IBAMA), o histórico recente (2012 a 2017) nos mapas anuais de cobertura e uso da terra no Brasil do MapBiomas. Ou seja, é possível obter de forma rápida informações de desmatamento, seja a ação em uma propriedade particular ou em uma área protegida, e se foi autorizado.

O MapBiomas Alerta potencializa o uso e a eficácia dos alertas já gerados no Brasil, portanto, não pode ser classificado como mais um sistema de monitoramento de desmatamento.

O sistema resulta de consultas com os órgãos governamentais usuários de sistemas de alertas de desmatamento - como o Ministério do Meio Ambiente (MMA), IBAMA, Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ministério Público Federal (MPF) e Tribunal de Contas da União (TCU) - e com os provedores de alertas, como Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (IMAZON), Universidade de Maryland, Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM) e o ISA (Instituto Socioambiental).

Os dados produzidos são públicos, gratuitos e podem ser acessados na plataforma: http://alerta.mapbiomas.org.

 

Método dos MapBiomas Alerta

Mensalmente são coletados todos os alertas gerados no Brasil para os quatro principais sistemas detecção de desmatamento em operação: DETER/INPE (Amazônia e Cerrado), SAD/IMAZON (Amazônia), SIPAMSAR/Ministério da Defesa (Amazônia) e GLAD/Universidade de Maryland (demais biomas).

Os alertas são avaliados para excluir falsos positivos (ex. áreas de colheita de florestas plantadas)  e encaminhadas para a classificação supervisionada de imagens, com base nas imagens da constelação de satélites Planet de 3 m de resolução e frequência diária. O processo é feito na nuvem com uso de algoritmos de aprendizagem de máquina (machine learning) por meio da plataforma Google Earth Engine.

Para realizar a validação e o refinamento dos alertas, as equipes de programadores, especialistas de sensoriamento remoto e especialistas em conservação e uso da terra são organizados em equipes para cada bioma e suporte de tecnologia e sistemas.

Os alertas podem ser visualizados em diferentes mapas base, como em imagens de satélite do Google Earth, mapa viário e mapas anuais de cobertura e uso da terra do Brasil entre 1985 a 2017 do MapBiomas (Coleção 3.1).

 

O que é o MapBiomas

O Projeto de Mapeamento Anual da Cobertura e Uso do Solo do Brasil (MapBiomas) surgiu em 2015 com o objetivo de contribuir para o entendimento da dinâmica do uso do solo no Brasil e em outros países tropicais.  Desde 2015, desenvolveu uma metodologia rápida, confiável e de baixo custo para gerar mapas anuais de cobertura e uso do solo do Brasil, a partir de 1985 até os dias atuais.

O MapBiomas é uma iniciativa do SEEG/OC (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima) e é produzido por uma rede colaborativa de co-criadores formado por ONGs, universidades e empresas de tecnologia.

Coordenação nos Biomas:

  • Amazônia – Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (IMAZON)
  • Caatinga – Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Associação Plantas do Nordeste (APNE) e Geodatin
  • Cerrado – Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM)
  • Mata Atlântica – Fundação SOS Mata Atlântica e ArcPlan
  • Pampa – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
  • Pantanal – Instituto SOS Pantanal e ArcPlan

 Coordenação Temas Transversais:

  • Pastagem - Universidade Federal de Goiás (LAPIG/UFG)
  • Agricultura – Agrosatélite
  • Zona Costeira - Instituto Tecnológico Vale / Solved
  • Áreas Urbanas - Terras

 Parceiros de Tecnologia:

  • Google
  • EcoStage
  • Terras App

 Financiamento:

  • Iniciativa Internacional de Clima e Florestas da Noruega (NICFI)
  • Gordon & Betty Moore Foundation
  • Instituto Arapyaú
  • Climate and Land Use Alliance (CLUA)
  • Good Energies Foundation
  • Instituto Clima e Sociedade (ICS)
  • Instituto Humanize
  • Children's Investment Fund Foundation (CIFF)

 Parceiros Institucionais:

  • WRI Brasil
  • Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS)
  • Fundação AVINA
  • The Nature Conservancy (TNC)
  • Coalisão Clima, Floresta e Agricultura
  • WWF Brasil