NOTA DE PRECAUÇÃO

O MapBiomas Alerta é um sistema de validação e refinamento de alertas de desmatamento de vegetação nativa em todos os biomas brasileiros com imagens de alta resolução.

Este sistema está em constante desenvolvimento pela rede colaborativa de co-criadores do MapBiomas em parceria com os órgãos governamentais usuários (ex. MMA, IBAMA, SFB, ICMBio, MPF e TCU) e os provedores de alertas (ex. INPE, IMAZON, Universidade de Maryland). 

A seguir alguns esclarecimentos sobre as limitações dos dados dos alertas:

1. Período dos alertas: A fase operacional busca avaliar todos os alertas de desmatamento detectados no do país a partir de janeiro de 2019. Os alertas anteriores a esse período (outubro a dezembro de 2018) representam a fase pré-operacional com uma amostra dos alertas do período. A data de deteção é aquela em que o alerta foi gerado pelos provedores (ex. DETER, SAD, GLAD) e não necessariamente representa o momento em que o desmatamento ocorreu. Desmatamentos detectados em 2019 podem ter se iniciado ou ter acontecido em 2018.

2. Área Mínima: área mínima para ser publicado o alerta é 0,3 hectares. Para ser considerado sobreposição com CAR a área mínima é 0,1 ha.

3. Vegetação não lenhosa: O MapBiomas Alerta utiliza os indícios de desmatamento dos sistemas DETER/INPE (Amazônia e Cerrado), SAD/IMAZON e GLAD/Univ. Maryland (todos os biomas)*. Destes sistemas apenas o DETER-Cerrado gera alertas em vegetação não lenhosa. Portanto, apenas no bioma Cerrado é monitorado o desmatamento em vegetação campestre. Nos demais biomas o desmatamento em vegetação não lenhosa só é identificado no MapBiomas Alerta quando associado a indícios de desmatamentos em formações florestais e savânicas.

4. Embargos: As áreas de embargo correspondem aquelas disponibilizadas no geo-serviço do IBAMA (http://siscom.ibama.gov.br/geoserver/) e podem estar incompletas em relação aos embargos estaduais e municipais.

5. Cadastro Ambiental Rural: os dados do Cadastro Ambiental Rural são aqueles consultados por geo-serviço do SICAR gerido pelo Serviço Florestal Brasileiro. Imóveis que esteja cadastrados nos estados e não tenham sido sincronizados com o SICAR não são contemplados. 

6. Autorizações: As autorizações de plano de manejo e supressão da vegetação tem como fonte o SINAFLOR/IBAMA que integra os dados de todos os estados brasileiros, com exceção do Pará e Mato Grosso que não se encontram integradas no SINAFLOR. Para esses dois estados as informações foram obtidas dos geo-serviço das SEMAs destes estados (https://monitoramento.semas.pa.gov.br/monitoramento/#/sighttp://monitoramento.sema.mt.gov.br/simlam/). As autorizações feitas no âmbito municipal podem estar incompletas, assim como as autorizações emitidas pelos estados anteriores a implementação do SINAFLOR em 2018.

7. Alertas pendentes: O propósito é revisar todos os alertas gerados pelos principais sistemas (DETER/INPE, SAD/IMAZON e GLAD/Universidade de Maryland), no entanto, parte dos alertas pode ter seu processo de validação pendente por motivos diversos (ex. falta de imagem por cobertura de nuvem). A quantidade de alertas que estão pendentes pode variar ao longo do tempo, já que são revisitados periodicamente.

8. Omissões - o sistema de detecção fora da Amazônia e Cerrado é o GLAD que não tem adaptações especificas para as condições brasileiras. Com isso é possível que omita muitos desmatamentos nos biomas Pantanal, Pampa, Mata Atlântica e Caatinga.

Caso tenha sugestões, críticas e ideias para aprimorar o trabalho entre em contato pelo e-mail: contato@mapbiomas.org.

*no primeiro quadrimestre de 2019 foram utilizados também alertas do sistema SIMPAM_SAR, mas depois o serviço de acesso a estes alertas foi desativado pelo Ministério da Defesa.